Grandes alegrias: a vinda do Papa Bento XVI a Portugal
Há alegrias que nos animam num determinado momento e há alegrias que nos iluminam num sorriso. E há alegrias que nos lembram os laços eternos de uma humanidade fraterna. A vinda do Papa Bento XVI a Portugal é dessa dimensão. E por isso nos comove.
Este acolhimento emocionado português é o mesmo de sempre, de um sentimento que está vivo e que se prolonga pelas sucessivas gerações. É essa a dimensão da vitalidade da cultura cristã.
O seu primeiro discurso em solo português atravessa o essencial da nossa História, da nossa sensibilidade cultural e filosófica, dos enormes desafios que já tivemos de enfrentar e dos que hoje enfrentamos. Mas é essencialmente na dimensão da verdade e autenticidade dos sentimentos mais profundos que o povo se revê. É essa a importância da vinda do Papa a Portugal.
Que dizer desse encontro emocionado do cordão humano e o Papa que sorri e acena? O encontro que ilumina a alma? O encontro que reconhece o essencial? Impossível não nos comovermos, não partilharmos essa imensa alegria...
O momento alto em Lisboa: o acolhimento caloroso, comovido e festivo no Terreiro do Paço. A missa no altar belíssimo, perto do rio e do céu. Em branco e azul-mar, com nuvens brancas ao fundo. Ah, as nuvens de Maio e a luz de Lisboa... onde a voz do Papa sobressaiu inspirada. A lembrar-nos quem somos e a importância do nosso testemunho fraterno universal.
O Papa a sentir o calor e a alegria, autênticos e genuínos. "A alegria verdadeira e duradoura", diz na Homilia, só em Cristo. O Terreiro do Paço foi o lugar dessa alegria nas saudações ao Papa, nas bandeiras coloridas e simbólicas, e nos lenços brancos, o sinal de adeus...
Este foi um encontro feliz: nunca como agora precisámos da sua voz e presença e o Papa também precisava desse calor de um povo sempre fiel, ao longo de séculos, a uma cultura cristã. Nestes encontros felizes a alma ilumina-se e incendeia-se.
Um intervalo aqui que não quero perder a Serenata dos jovens...
